Arranha Céu

Arranha-céu. Ensaios Espaço Sesc, copacabana/2007 Um coveiro, uma prostituta, uma operária e um desempregado são os protagonistas dessa história. Suas vidas são banais, sua existência é irrelevante, e eles não têm noção do seu papel na sociedade. Seus ídolos estão mortos, o Estado não lhes dá garantia para a sobrevivência, a religião não traz consolo definitivo e eles mal sabem rezar o Pai-Nosso. Assim, tentam encontrar explicações e respostas em sinais externos como: um livrinho da sorte, o império do destino, as armadilhas do acaso, as mensagens para um ídolo morto, algumas tolas superstições.

Pensando não terem armas concretas com as quais possam ir à luta, muitas vezes eles são levados ao escapismo através de brincadeiras, de jogos de faz-de-conta, de pequenos furtos, de violação da intimidade alheia, aliviando assim a sensação de estarem sós no mundo.
Desejam, contudo, sair da situação em que se encontram e ser felizes, ainda que essa felicidade seja pessoal e egoísta. Querem participar do banquete da vida, sair do buraco onde estão, ter um trabalho útil, praticar o jogo do amor e ir para algum lugar desconhecido, mesmo que seja dentro deles: a descoberta de si mesmo.
O fato de estarem cercados por lápides e epitáfios dá aos personagens maior noção de sua finitude e exige urgência para suas ações. Percebem, no entanto, que estão antes do fim, que para eles ainda há tempo para agir. Diante deles se impõe uma tarefa grandiosa: dar forma às suas vidas como se construíssem um arranha-céu. Os pés fincados na terra, a cabeça no topo, o pensamento no infinito. Que epitáfios terão eles quando morrerem? Que marcas deixarão na vida? Somos aquilo que fazemos de nós.

Epitáfio

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Músicas

Ficha Técnica

Dramaturgia: Liliane Rovaris, Luisa Friese, Marcelo Mello

Direção: Marcelo Mello

Atrizes: Liliane Rovaris, Luisa Friese

Instalação Sonora: Ricardo Cutz

Figurinos: Ney Madeira

Cenário e Luz: Cia. as duas

Assessoria de imprensa: João e Sthella Pontes.

Design Gráfico: Flávio Mário