A história se passa em dois tempos, no presente e no passado. Uma mulher relembra e vive três situações de suas viagens. A primeira numa farmácia de subúrbio onde a mulher, com interesse na farmacêutica, forja uma circunstância para impedir que esta se entregue ao desânimo por completo.
A segunda, num café em Berlim onde a mulher reencontra uma amiga depois de oito anos, descobrindo assim um fato surpreendente. A terceira se passa na Bulgária, onde acidentalmente a mulher é obrigada a passar a noite. Não conseguindo dormir, vai até um bar e para espantar sua solidão sustenta uma conversa com a garçonete fingindo ser uma verdadeira búlgara.
“Dois Expressos e uma Parada” estreou em junho de 2004 no Espaço Sesc de Copacabana, , seguindo temporada no Teatro Maria Clara Machado e no Teatro Café Pequeno do Leblon, Rio de Janeiro. Foi convidado no início de 2006 para participar da “Viagem Teatral” do Sesi pelo interior de São Paulo, se apresentando em 11 cidades.
Em 2007 Sesc Campos, Rio de Janeiro
Ficha Técnica
Contos- autores: Karinthy Frigyes e Kostolanyi Deszo
Tradução: Paulo Rónai
Adaptação, Concepção e interpretação: Liliane Rovaris e Luisa Friese
Direção: Tracy Segal
Música original e iluminação: Ricardo Cutz
Cenografia e figurinos: Liliane Rovaris e Luisa Friese
Desenhos da vitrine e do programa: Rafael Aragon
Assessoria de Imprensa: Pagú Comunicações



“Já não sou poeta e não posso exprimir o que é inexprimível; com palavras vazias posso dizer apenas que durante esses três dias não vivi, ao que parece, no presente, mas sim nas lembranças daqueles dois anos, cuja cor e perfume eu perdera tão irreparavelmente quanto um morto a sua existência.Assim, ia eu pensando em mágoas já não existentes e no fundo das quais só então descobria tudo o que há de deslumbrante e mortalmente belo na vida, aquela plenitude do ser, da qual um minuto justifica milhões de anos passados, revelando o sentido do vazio e do caos: a fé em mim mesmo.”
Karinthy Frigyes
