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O que se acumula dentro do coração

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Texto inédito criado a partir de improvisos e inspirado nas histórias de Chikamatsu, maior dramaturgo do bunraku e contemporâneo de Shakespeare.

Sobre um grande gramado verde, Niki, Jô, Antônio, Uli e Vlad estão associados ao sacrifício levando inevitavelmente a alguma morte e constituindo assim em um elemento da tragédia.
40 mini alto falantes pendem como uma cortina atrás do público e outros 40 pendem sobre o palco, criando um ambiente intimista, além de três caixinhas de música e um rádio.
“O que se acumula dentro do coração” estreou em maio de 2005 no Espaço Sesc de Copacabana, seguindo temporada no Teatro Villa-Lobos (III), Rio de Janeiro.

Em outubro de 2006 estreou no Sesc da Avenida Paulista, São Paulo.

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Músicas

Ficha Técnica

Dramaturgia: Liliane Rovaris, Luisa Friese

Direção: Marcelo Mello

Atores: Liliane Rovaris, Luisa Friese

Instalação Sonora: Ricardo Cutz

Figurinos, Cenário e Luz: Cia. As duas

Assessoria de imprensa: Pagú Comunicações-RJ

Design Gráfico: Ricardo Cutz

Fotos: Maurício Shirakawua

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Como no teatro bunraku, os personagens são manipulados por alguém.

Nós tendemos a acreditar que, como diz Kitano, são provavelmente crianças, que num dado momento, se fartam, e põe de lado as marionetes. Aí, a peça termina.

Primeiro Tempo

“O desesperado sonho de “ser”. Não aparentar, mas “ser”. Sempre alerta em cada despertar. O abismo que há entre o que você é com os outros e o que é quando está só. A vertigem e a constante fome de estar exposta. Uma mentira a cada inflexão e a cada gesto. Uma careta a cada sorriso…”

Ingmar Bergman

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Uma representação que veleja na linha mutante e paradoxal da autenticidade.

Onde buscar, muitas vezes é perder-se.

Vlad Veloso

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Música

Ficha Técnica

Adaptação, Concepção e interpretação: Liliane Rovaris e Luisa Friese

Direção: Tracy Segal

Cenografia e figurinos: Liliane Rovaris e Luisa Friese

Design Gráfico: Flávio Mário

Dois Expressos e Uma Parada

2exppapel A história se passa em dois tempos, no presente e no passado. Uma mulher relembra e vive três situações de suas viagens. A primeira numa farmácia de subúrbio onde a mulher, com interesse na farmacêutica, forja uma circunstância para impedir que esta se entregue ao desânimo por completo.

A segunda, num café em Berlim onde a mulher reencontra uma amiga depois de oito anos, descobrindo assim um fato surpreendente. A terceira se passa na Bulgária, onde acidentalmente a mulher é obrigada a passar a noite. Não conseguindo dormir, vai até um bar e para espantar sua solidão sustenta uma conversa com a garçonete fingindo ser uma verdadeira búlgara.

“Dois Expressos e uma Parada” estreou em junho de 2004 no Espaço Sesc de Copacabana, , seguindo temporada no Teatro Maria Clara Machado e no Teatro Café Pequeno do Leblon, Rio de Janeiro. Foi convidado no início de 2006 para participar da “Viagem Teatral” do Sesi pelo interior de São Paulo, se apresentando em 11 cidades.

Em 2007 Sesc Campos, Rio de Janeiro

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Músicas

Ficha Técnica

Contos- autores: Karinthy Frigyes e Kostolanyi Deszo

Tradução: Paulo Rónai

Adaptação, Concepção e interpretação: Liliane Rovaris e Luisa Friese

Direção: Tracy Segal

Música original e iluminação: Ricardo Cutz

Cenografia e figurinos: Liliane Rovaris e Luisa Friese

Desenhos da vitrine e do programa: Rafael Aragon

Assessoria de Imprensa: Pagú Comunicações

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“Já não sou poeta e não posso exprimir o que é inexprimível; com palavras vazias posso dizer apenas que durante esses três dias não vivi, ao que parece, no presente, mas sim nas lembranças daqueles dois anos, cuja cor e perfume eu perdera tão irreparavelmente quanto um morto a sua existência.Assim, ia eu pensando em mágoas já não existentes e no fundo das quais só então descobria tudo o que há de deslumbrante e mortalmente belo na vida, aquela plenitude do ser, da qual um minuto justifica milhões de anos passados, revelando o sentido do vazio e do caos: a fé em mim mesmo.”

Karinthy Frigyes

Arranha Céu

Arranha-céu. Ensaios Espaço Sesc, copacabana/2007 Um coveiro, uma prostituta, uma operária e um desempregado são os protagonistas dessa história. Suas vidas são banais, sua existência é irrelevante, e eles não têm noção do seu papel na sociedade. Seus ídolos estão mortos, o Estado não lhes dá garantia para a sobrevivência, a religião não traz consolo definitivo e eles mal sabem rezar o Pai-Nosso. Assim, tentam encontrar explicações e respostas em sinais externos como: um livrinho da sorte, o império do destino, as armadilhas do acaso, as mensagens para um ídolo morto, algumas tolas superstições.

Pensando não terem armas concretas com as quais possam ir à luta, muitas vezes eles são levados ao escapismo através de brincadeiras, de jogos de faz-de-conta, de pequenos furtos, de violação da intimidade alheia, aliviando assim a sensação de estarem sós no mundo.
Desejam, contudo, sair da situação em que se encontram e ser felizes, ainda que essa felicidade seja pessoal e egoísta. Querem participar do banquete da vida, sair do buraco onde estão, ter um trabalho útil, praticar o jogo do amor e ir para algum lugar desconhecido, mesmo que seja dentro deles: a descoberta de si mesmo.
O fato de estarem cercados por lápides e epitáfios dá aos personagens maior noção de sua finitude e exige urgência para suas ações. Percebem, no entanto, que estão antes do fim, que para eles ainda há tempo para agir. Diante deles se impõe uma tarefa grandiosa: dar forma às suas vidas como se construíssem um arranha-céu. Os pés fincados na terra, a cabeça no topo, o pensamento no infinito. Que epitáfios terão eles quando morrerem? Que marcas deixarão na vida? Somos aquilo que fazemos de nós.

Epitáfio

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Músicas

Ficha Técnica

Dramaturgia: Liliane Rovaris, Luisa Friese, Marcelo Mello

Direção: Marcelo Mello

Atrizes: Liliane Rovaris, Luisa Friese

Instalação Sonora: Ricardo Cutz

Figurinos: Ney Madeira

Cenário e Luz: Cia. as duas

Assessoria de imprensa: João e Sthella Pontes.

Design Gráfico: Flávio Mário